AI Gigafactory Portugal: Building a Global AI Ecosystem

Hotel Sana Malhoa
AI Gigafactory Portugal: Building a Global AI Ecosystem

AI Gigafactory Portugal: Building a Global AI Ecosystem

13 de outubro de 2026 | Hotel SANA Malhoa, Lisboa

A inteligência artificial está a redefinir a competitividade das economias, a capacidade de inovação das empresas e o posicionamento estratégico dos países. Neste contexto, o desenvolvimento de infraestrutura computacional avançada tornou-se um elemento central para a ambição europeia de reforçar a sua autonomia tecnológica e competir à escala global.
Foi neste enquadramento que a AmCham Portugal promoveu o encontro “AI Gigafactory Portugal: Building a Global AI Ecosystem”. A sessão decorreu à porta fechada, num formato exclusivo, dedicado à reflexão sobre o projeto AI Gigafactory, o seu potencial impacto no ecossistema tecnológico e empresarial português e as oportunidades e os desafios associados à sua concretização.
A inteligência artificial como desafio de competitividade
A discussão colocou em perspetiva um dos desafios estruturais da economia europeia: transformar a capacidade tecnológica em ganhos de produtividade e competitividade.
A adoção de inteligência artificial poderá dar um novo impulso à transformação das empresas e dos setores de atividade económica. Contudo, concretizar esse potencial exige mais do que acesso à tecnologia. Exige capacidade de computação, investimento, competências especializadas e condições que permitam às empresas inovar e crescer à escala necessária para competir internacionalmente.
Neste contexto, o desenvolvimento de infraestrutura de IA assume uma dimensão estratégica para Portugal e para a Europa, tanto pela sua contribuição para a autonomia tecnológica como pelas oportunidades que poderá criar para o tecido empresarial.
Portugal e a oportunidade de atrair investimento
Portugal dispõe de condições que poderão reforçar a sua atratividade para investimentos em infraestrutura digital. Entre os fatores relevantes estão os custos de energia, a disponibilidade de eletricidade de origem renovável e a conectividade internacional assegurada pela rede de cabos submarinos.
A localização atlântica do país constitui também uma vantagem potencial no desenvolvimento de ligações entre a Europa e outros mercados internacionais.
A conjugação destes fatores cria uma oportunidade para Portugal reforçar o seu posicionamento no ecossistema europeu de inteligência artificial. Para a concretizar, será essencial transformar o interesse internacional em investimento efetivo, assegurando condições de execução, previsibilidade e articulação entre os diferentes intervenientes.
Da infraestrutura à criação de um ecossistema
O impacto de uma infraestrutura de IA não se mede apenas pela capacidade computacional instalada, mas também pela atividade económica e pela inovação que consegue gerar.
A ligação entre empresas, universidades e centros de investigação será determinante para desenvolver competências, atrair investigadores e aproximar o conhecimento científico das necessidades do mercado. Paralelamente, o apoio ao empreendedorismo e à criação de empresas especializadas em inteligência artificial poderá contribuir para transformar capacidade tecnológica em novos produtos, serviços e oportunidades de negócio.
A cooperação internacional, incluindo a articulação entre parceiros europeus e norte-americanos, poderá igualmente desempenhar um papel relevante na mobilização de investimento, conhecimento e competências.
O desafio da execução
A concretização de projetos desta dimensão implica desafios que vão além do financiamento e da construção de infraestrutura. A complexidade dos processos administrativos, a coordenação entre entidades, a disponibilidade de recursos e a capacidade de atrair e desenvolver talento são fatores que podem influenciar o ritmo de implementação e o impacto económico dos investimentos.
O objetivo passa por garantir que Portugal não se limita a disponibilizar infraestrutura, mas desenvolve as condições necessárias para criar valor a partir dela, reforçando a inovação, a produtividade e a competitividade da sua economia.
Uma oportunidade para o posicionamento de Portugal na economia da IA
O encontro proporcionou um espaço de reflexão sobre as oportunidades associadas ao desenvolvimento da AI Gigafactory e sobre as condições necessárias para que Portugal possa assumir um papel mais relevante no ecossistema europeu de inteligência artificial.
Num contexto de transformação tecnológica acelerada, a capacidade de combinar infraestrutura, investimento, talento e inovação será determinante para converter vantagens competitivas em resultados concretos e duradouros.
A AmCham Portugal agradece a Luís Viegas Cardoso, AI Gigafactory Lead do Banco Português de Fomento, e a Rui Teles, Vice-Presidente da Accenture Portugal, pela participação e partilha de perspetivas, bem como a todos os participantes pelo contributo para a reflexão sobre um tema estratégico para o futuro tecnológico e económico de Portugal.

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