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Arquivado: The Lisbon Leadership Exchange: EUA e Europa em Foco

The Lisbon Leadership Exchange: EUA e Europa em Foco

01 de Abril | ISEG – Auditório CGD

Patrocinador: ManpowerGroup | Co-Organização: ISEG Executive Education

Os nossos takeaways:

Keynote Speaker: Paulo Macedo, Presidente Comissão Executiva da CGD:

O desafio de Portugal
  • Em Portugal, as grandes empresas representam apenas 1% do total das empresas, sendo responsáveis por cerca de 22% do emprego e 40% do valor acrescentado. Um dos principais desafios do tecido empresarial português é ganhar escala.
  • Nos Estados Unidos, existe uma abordagem clara para promover o crescimento das empresas, nomeadamente através de um mercado de capitais robusto, que funciona como uma alternativa ao financiamento bancário. “Nos EUA há um mercado de capitais robusto, que se torna uma alternativa ao mercado bancário”, destacou.
Inovação, regulação e liderança global
A capacidade de inovação é outro fator determinante para o sucesso empresarial. Segundo Paulo Macedo, “Os EUA inovam, a Europa regula.” Esta diferença de mentalidade impacta diretamente a competitividade das empresas europeias face às norte-americanas.
Diferenças estruturais entre Portugal e os EUA e o impacto na liderança estratégica
Portugal e os EUA apresentam diferenças significativas em fatores estruturais que influenciam a liderança e a competitividade das empresas. Entre eles, destacam-se:
  • O valor acrescentado por hora trabalhada, que é significativamente mais elevado nos EUA.
  • A dimensão do setor público em Portugal, que impacta a eficiência económica.
  • A remuneração dos dirigentes da administração e empresas públicas dificulta a atração de talento qualificado.
A necessidade de execução e inovação contínua
  • Portugal enfrenta um desafio constante na execução de estratégias e projetos. “Podem pensar que estamos bem, mas os outros estão a mexer-se – chama-se concorrência.”
  • Além disso, há uma tendência para a falta de qualidade na execução, o que compromete a competitividade do país. A execução eficaz é crucial para o desenvolvimento empresarial: “A execução é indispensável. Temos de perceber como fazer com as empresas.”
Principais barreiras ao desenvolvimento empresarial
Entre os principais desafios que dificultam o crescimento das empresas em Portugal, destacam-se:
  • A falta de competências e de mão de obra qualificada. “Precisamos de 30 mil pessoas para executar o PRR em obra.”
  • A escassez de gestores preparados para enfrentar os desafios do mercado global.
  • A ausência de um acompanhamento estruturado sobre os motivos do fracasso empresarial. “Em Portugal não se sabe porque as empresas falham! Não se apuram as razões, nem se aprende com os falhanços.”
Desafios à liderança estratégica
  • A evolução das economias dos EUA e de Portugal tem seguido trajetórias distintas. No entanto, Portugal encontra-se num contexto macroeconómico favorável, com um crescimento acima da média europeia. “Os empresários com quem a CGD fala têm perspetivas muito positivas”, afirmou.
  • Outro desafio relevante para a liderança empresarial prende-se com as cadeias de valor. O atual cenário geopolítico exige uma adaptação constante das cadeias de fornecimento, tornando essencial um reajuste estratégico por parte das empresas.
Cultura organizacional 
O nível de compromisso dos colaboradores dentro das organizações é um fator crítico para a produtividade e o desempenho empresarial. Estudos indicam que:
  • 31% dos colaboradores estão comprometidos, resultando em maior produtividade e retenção de talento.
  • 55% não estão comprometidos, o que leva a maior absentismo.
  • 14% estão ativamente não comprometidos, impactando negativamente o ambiente organizacional e promovendo desarmonia.
A Caixa Geral de Depósitos está preparada para apoiar as empresas nesta nova fase da economia, ajudando-as a enfrentar os desafios da competitividade, inovação e crescimento sustentável.

João Duque, Professor Catedrático – ISEG:

  1. Não Existe um Modelo de Liderança Universal: A liderança é moldada pelo ambiente em que nos educamos e pelas microestruturas de mercado que influenciam comportamentos. Em Portugal, prevalece um estilo de liderança baseado no “desenrasque”, enquanto diferentes culturas adotam abordagens distintas.
  2. Portugal vs. EUA: Semelhanças e Diferenças: Embora existam diferenças culturais, os dois países partilham uma orientação para o futuro. Em Portugal, o posicionamento do grupo tem maior peso, enquanto nos EUA, o estilo man-oriented e carismático é mais vincado.
  3. A Liderança no Contexto Cultural: Estudos como o GLOBE 2020 mostram que as culturas se classificam em 9 construtos e 6 dimensões de liderança. Contudo, as distinções entre Portugal e EUA são mais evidentes na prática cultural do que nos princípios fundamentais de liderança.

Joana Santos Silva, CEO do ISEG Executive Education:

  1. A Importância da Gestão Intercultural: Liderar equipas multiculturais exige minimizar mal-entendidos e maximizar a colaboração. Equipas diversas são mais criativas e acrescentam valor, mas exigem uma maior sensibilidade cultural. “A experiência entre culturas ensinou-me a arte de dançar entre estilos de liderança.”
  2. Diferenças nos Estilos de Liderança: Nos EUA, a liderança é orientada para resultados, decisões rápidas e comunicação direta, enquanto na Europa varia entre um modelo participativo no Norte e um mais hierárquico e relacional no Sul. “Pontualidade é respeito… ou arte, dependendo do país.”
  3. Boas Práticas para a Liderança Intercultural: Para liderar num ambiente global, é essencial desenvolver inteligência cultural, praticar escuta ativa, adaptar-se a diferentes contextos e fomentar um diálogo cultural explícito.

Christian Dekoninck, Senior Associate, Management Centre Europe:

  1. Leadership as a Force of Impact: True leadership is about creating impact – both on the business and on the largest number of people possible. In today’s landscape, unpredictability is the new normal, requiring continuous adaptation.
  2. Challenges of Modern Leadership: Leaders now face evolving challenges, including hybrid teams, Generation Z, digitalization, AI, and the need to seize immediate opportunities. To succeed, they must embrace disruptive change, analyze data strategically, and capitalize on emerging opportunities.
  3. A Leadership Model to Maximize Performance: Effective leadership balances four key pillars: Business, Processes, People, and Customers/Market. Selecting the right leadership drivers requires assessing multiple factors, such as company history, strengths and weaknesses, competitive landscape, available talent, and existing gaps.

Pedro Amorim, Enterprise Sales Director, Manpower Group:

  1. Transformação Acelerada do Mundo do Trabalho: A força de trabalho enfrenta novas dinâmicas impulsionadas pela tecnologia e pela aceleração das mudanças globais.
  2.  O Novo Normal na Era da IA: A incerteza e a complexidade exigem uma transformação digital contínua, com novas estruturas organizacionais e modelos de negócio. Para navegar esta realidade, é essencial uma estratégia de IA centrada nas pessoas, baseada na compreensão do potencial, no redesenho de funções e no desenvolvimento de competências.
  3. Liderança Human-Centric: Uma abordagem focada nas pessoas promove o compromisso dos colaboradores, impulsiona a inovação e fortalece a cultura organizacional, garantindo alinhamento com os valores da empresa.
“É o momento de adotar uma abordagem centrada nas pessoas, que as coloca em primeiro lugar e que molde o futuro do trabalho.” – Jonas Prising, Presidente & CEO do ManpowerGroup

Sobre o evento

Programa:

14h15 | Registo
14h30 | Welcome remarks
António Martins da Costa, Presidente da AmCham Portugal
14h40 | Abertura
               Intervenção subordina ao tema: ‘Liderança Estratégica: Portugal vs. América’
João Duque, Professor Catedrático – ISEG
15h00 | Liderar na Europa: O que Funciona, o que Falha e Porquê
Paulo Macedo, Presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos
15h45 | Coffee break
16h15 | Liderar Entre Culturas: A Perspetiva EUA-Europa
Joana Santos Silva, CEO do ISEG Executive Education
16h35 | What Leadership is for: an American overview
Christian Dekoninck, Senior Associate representing Management Centre Europe (MCE)
16h50 | Guerra pelo Talento
Pedro Amorim, Enterprise Sales Director do ManpowerGroup para Portugal, a Região do Mediterrânea e Leste da Europa
17h05 | Conclusão

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