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Arquivado: Eleições Americanas: Que impactos para a Europa?

Eleições Americanas: Que impactos para a Europa?

Dia 23 de Janeiro  | Intercontinental Lisboa – Rua Castilho, 149

Obrigado pela colaboração Political Intelligence!

Os nossos takeaways:

António Martins da Costa:

  • Vivemos uma incerteza, dentro de alguma certeza” e o mundo empresarial adapta-se a novas regras
  • Na AmCham não temos posição política, mas temos posição sobre as politicas
  • A força das relações transatlânticas é evidente e solida:
    -Representam 45% do PIB mundial: $8.7T  
    – Geram 16 milhões de empregos dos dois lados do Atlântico 
    – 60% do investimento norte-americano realizou-se na Europa e a Europa representa 62% do investimento estrangeiro nos EUA 
    -A Europa representa 60% das exportações norte-americanas de GNL
    – Diferença considerada no investimento em inovação: EUA na Europa = $37B | Europa nos EUA = $54B (esta diferença deve-se em parte às restrições que existem nos mercados europeus)
  • As linhas mestras da nova Administração são conhecidas e assentes em:
    – equilíbrio da balança comercia -défice da Balança Comercial de $1T
    – Diminuir a Inflação, difícil de controlar no curto/médio prazo
    – Controlar a emigração
    -Acabar com a cultural wookista
    – American first
    – Desregulação
    – Acabar com os gastos do governo
    – “gerir a América como se gerem empresas”: criar incerteza junto dos interlocutores, ganhar vantagem no ponto de partida na mesa das negociações aplicando a teoria dos jogos e considerando que todo é transacionável
  • Maior foco nas energias + baratas e acessíveis: Gás e Petróleo – mas acabará por haver um ajuste, pois muitas empresas americanas já apostaram nas renováveis
  • Assistiremos a uma possível guerra cambial, com a China
  • Ontem foi anunciado um importante investimento de $500B em IA – grande parte vindo dos privados – facilmente põe em causa as parcas dezenas de $B que a UE dedicou a esta matéria

Nuno Morais Sarmento:

  • Desde o 11/9 que, de certa forma, se tem verificado o típico isolacionismo americano – de formas diferentes, dependendo da Administração
  • Estar atento à evolução interna do ciclo Trump, com as contradições com que se apresenta
  • Espera-se relação difícil com a Europa. Os “clientes” de Trumo são os norte americanos, o raciocínio europeu não é relevante
  • Sentido de urgência nas decisões por não pretender recandidatar-se depois a um novo mandato
  • Posição privilegiada de Portugal no Atlântico: “retângulo do Atlântico”, em 3 pontas fala-se português (Portugal, Angola, Brasil)
  • Reinvestimento na Base das Lajes – razão económica: é o maior hub de comunicação e energia entre a América do Norte, América do Sul, África e Europa
  • Duas potencialidades de Portugal: a Língua e o Mar
  • “Em todos os rios há lugar para uma ponte” – o mesmo se aplica nas relações com os EUA – “é preciso é descobrir o lugar onde construir e manter estas pontes” porque poucos estão interessados em construir, e muitos estão interessados em destruir.

 Mónica Dias:

  • Os 1ºs dias da Administração marcam uma mudança do espaço político e da politica
  • Tecnologia: eleições demonstraram a importância do digital, das redes sociais, e de como mudou a forma de fazer política – tornando ao mesmo tempo evidente a dimensão da (des)informação
  • Normalização dos extremismos: “assiste-se ao fim das linhas vermelhas”. Como construir pontes num espaço tão polarizado?”
  • A forma como se faz política: um lado de espetáculo e publicitário, um estilo autoritário – contribuindo para um culto do líder/lealdade total
  • Uma banalização dos ataques de 6 de janeiro de 2021
  • “Esta maneira de fazer política vai ter consequências nos EUA e na Europa”
  • Mudança da Ordem Política: a política torna-se o espaço de interesses individuais, onde o propósito é enriquecer e tirar vantagens para as suas famílias
  • Caminho para uma oligarquia
  • Fim de uma era iniciada por Woodrow Wilson – fim do internacionalismo?
  • “Não vamos assistir ao isolacionismo americano.”
  • Espera-se uma postura mais forte dos EUA
  • “Donald Trump guiar-se-á muito pela sua preferência e vaidade.”
  • O aumento da despesa em defesa é impossível para a Europa no curto prazo
  • Será interessante a postura de Trump sobre a China e a questão de Taiwan
  • NATO: “Acho que se tornará mais forte. Irá transformar-se.”
  • UE: ainda não é forte politicamente – terá capacidade de falar a uma só voz?

Sobre o evento

Este é o momento de refletir, debater e preparar-se para os desafios e oportunidades de uma nova ordem global. Junte-se a nós e participe nesta conversa indispensável sobre o futuro das relações transatlânticas, o impacto na Europa e as oportunidades para Portugal.

Nos dias seguintes à tomada de posse de Donald Trump, como 47º Presidente dos EUA, interessa discutir o futuro das relações entre os Estados Unidos e a Europa. Com políticas e prioridades em mudança, as empresas de ambos os lados do Atlântico estão cada vez mais interessadas em compreender os impactos destas transformações para as suas operações, parcerias e estratégias de crescimento.

Este evento dirige-se tanto à comunidade empresarial interessada em compreender as implicações práticas desta nova fase política, como a todos os que pretendem discutir a evolução do panorama internacional, em especial no contexto europeu e português.

As mudanças na liderança política e nas prioridades estratégicas dos EUA podem trazer profundas implicações, não apenas no âmbito empresarial, mas também em questões de geoestratégia e geoeconomia. Como será afetada a dinâmica empresarial em setores chave? Quais as oportunidades e riscos que se desenham neste novo panorama?. Que alterações podem ocorrer no equilíbrio de forças globais? Como serão reconfiguradas as alianças tradicionais e que novas parcerias podem surgir? Que papel terão a Europa e Portugal neste cenário em transformação?

Contaremos com a presença de oradores de renome, especialistas em relações transatlânticas, geoestratégia e geoeconomia. As suas perspetivas permitirão uma abordagem profunda e multifacetada, focando não apenas os impactos imediatos, mas também as implicações de longo prazo para a paz, a prosperidade e a estabilidade global.

Oradores:

  • Antonio Martins da Costa, Presidente da AmCham Portugal
  • Nuno Morais Sarmento, Presidente da FLAD
  • Monica Dias, Diretora do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa
  • Moderação: Manuel Serrano, Consultor Sénior da Political Intelligence
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